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Como preparar aulas de inglês personalizadas com o ChatGPT

Aprenda a partir do histórico do aluno, montar uma sequência didática e transformar o conteúdo em slides e atividades de inglês que façam sentido para a sua aula.

Resposta direta

Aprenda a partir do histórico do aluno, montar uma sequência didática e transformar o conteúdo em slides e atividades de inglês que façam sentido para a sua aula.

Para preparar uma aula de inglês personalizada com o ChatGPT, você precisa levar para a conversa mais do que o nível do aluno. O que ele estudou recentemente? Em que ainda trava? Sobre quais assuntos consegue conversar? É desse contexto que sai uma aula com continuidade, em vez de uma coleção de exercícios que poderia servir para qualquer pessoa.

O trabalho fica mais organizado quando você separa duas etapas: primeiro resolve o conteúdo e a sequência; depois produz os slides. Assim, dá para corrigir o caminho antes de gastar tempo ajustando imagens, cores e fontes.

O que informar ao ChatGPT sobre o aluno?

Comece pelo nível aproximado, pelos conteúdos das últimas aulas e pela dificuldade que quer trabalhar. Acrescente os temas que já apareceram nas conversas e o que você espera que o aluno consiga fazer no fim do encontro. Não precisa enviar nomes nem detalhes pessoais para explicar uma necessidade pedagógica.

Considere uma aluna entre A2 e B1 que estudou contáveis e incontáveis, trabalhou temas como hobbies e jardinagem e recebeu uma receita como tarefa. Ao preparar a próxima aula, você pode aproveitar esse histórico para conversar sobre a rotina dela. Se pedir apenas uma aula de inglês para A2, corre o risco de receber de novo o que ela acabou de estudar.

Mesmo com esse contexto, leia as sugestões com o histórico da pessoa em mente. Uma ideia pode estar correta e não servir para aquela aula. Se o aluno já domina o assunto, avance. Se ainda depende muito da sua ajuda, talvez faça mais sentido retomar com outra atividade.

Como montar uma sequência didática com começo, meio e fim?

Antes de pedir slides, organize o percurso da aula. Uma possibilidade é começar com uma conversa curta, apresentar vocabulário, trabalhar um texto, explicar um ponto gramatical e propor atividades que usem esse conteúdo.

Para dar continuidade a esse caso, uma aula sobre rotina semanal pode começar com os hobbies que a aluna pratica. O texto apresenta a semana de outra pessoa e fornece contexto para expressões de frequência e perguntas com “how often”. Depois, a aluna usa essas estruturas para escrever sobre a própria rotina. O tema conhecido vira apoio para um conteúdo novo.

A ligação entre as etapas importa. Se a aula termina com uma produção escrita, o aluno precisa encontrar no percurso vocabulário, exemplos e oportunidades de construir frases. Não adianta passar a maior parte do encontro reconhecendo palavras e pedir um parágrafo sem preparação no final.

O ChatGPT pode ajudar a distribuir esse conteúdo, mas é você quem avalia a sequência. Confira se há explicações suficientes, se a dificuldade cresce de forma adequada e se as atividades cabem no tempo disponível. Para aproveitar um material que você já tem, veja também como adaptar um plano de aula sem refazer tudo.

Quando vale pedir os slides?

Depois de aprovar o planejamento e revisar o texto. Produzir a parte visual antes disso costuma levar a um problema simples: você termina de montar uma apresentação e percebe que precisa mudar a explicação ou substituir uma atividade inteira.

Defina o formato de apresentação, a quantidade de texto e o tamanho das letras. Uma imagem cheia de detalhes pode parecer bonita na conversa e ficar difícil de ler durante a aula. Teste o resultado na tela em que vai compartilhar o material.

Se um texto não cabe com conforto, divida-o em duas partes. Não resolva o excesso de conteúdo diminuindo a fonte até o aluno precisar se esforçar para enxergar. A orientação da OpenAI para imagens com texto também recomenda revisar cada palavra em materiais com conteúdo denso.

Outra opção é usar a imagem apenas como ilustração e manter explicações e enunciados em caixas de texto editáveis. Isso facilita corrigir uma frase, destacar uma palavra ou adaptar a mesma atividade para outro encontro.

Como evitar que a apresentação se afaste do plano?

Mantenha o planejamento aprovado à mão. Ao preparar uma nova parte, retome o que ela precisa conter: objetivo, texto, pergunta ou explicação. Em conversas longas, confira se o resultado ainda corresponde à etapa que você pediu.

Se um slide deveria explicar a posição dos advérbios de frequência, não basta ele trazer uma lista com “always”, “sometimes” e “never”. Você precisa verificar se há explicação e exemplos que ajudem o aluno a construir as frases. O mesmo vale para perguntas sobre um texto: elas precisam poder ser respondidas com as informações disponíveis ou deixar claro quando pedem uma opinião.

Depois de reunir as partes, leia a apresentação na ordem da aula. O artigo sobre revisão de vários slides de uma vez aprofunda essa conferência do conjunto.

Como criar espaço para o aluno responder?

Uma imagem de exercício não vira automaticamente um documento editável. Se você levar o material para o Google Slides, pode acrescentar caixas de texto nos espaços de resposta. Ajuste fonte, tamanho e posição para que a escrita fique legível e não cubra as perguntas.

Escolha também como quer receber a resposta. Para praticar escrita, o aluno pode completar frases ou produzir um parágrafo. Para uma atividade oral, talvez o slide precise apenas de perguntas e apoios visuais. Se ele prefere escrever no caderno, o material pode funcionar como referência, sem campos digitais.

Essa escolha vem da habilidade que você quer observar. Uma aula personalizada não se resume a colocar um tema de interesse do aluno na imagem: ela também considera o tipo de atividade de que ele precisa.

Quanto material preparar para uma aula?

Se o encontro ficar mais curto, escolha qual produção precisa acontecer naquela aula. No caso da rotina semanal, você pode manter a leitura, a explicação de frequência e uma atividade escrita curta, deixando o parágrafo mais longo para casa. Não é necessário correr pelos slides restantes só porque o ChatGPT os incluiu no plano.

Antes da aula, resolva os exercícios, confira as explicações e revise os enunciados. Separe o que será feito junto com você e o que pode ficar como tarefa. Depois, registre as dificuldades que apareceram para que o próximo planejamento comece de um ponto concreto.

O ChatGPT pode participar da produção do material, mas a continuidade da aula depende do seu olhar sobre o aluno. Comece por uma necessidade real, aprove o conteúdo e só então cuide da apresentação.

Quer acompanhar esse processo na prática? Assista ao meu vídeo sobre como preparo aulas de inglês com o ChatGPT.

EM
Sobre a autora

Elysa Marques

Professora, empreendedora e mentora de professores. Continua ensinando e testa na própria rotina as estratégias que compartilha sobre negócio, ensino e tecnologia.